A disputa pelo Governo de Goiás ainda está longe de apresentar um cenário consolidado entre os eleitores. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Veritá aponta que 75% dos goianos ainda não definiram em quem pretendem votar para governador, enquanto apenas 25% afirmam já ter escolhido um candidato.
O elevado índice de indefinição é o principal dado do levantamento e sinaliza um eleitorado ainda aberto às movimentações da campanha. Ao mesmo tempo, 95,3% dos entrevistados afirmaram que certamente pretendem comparecer às urnas em 4 de outubro.
Na intenção de voto estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Daniel Vilela aparece na liderança, com 34,5%. Na sequência está o candidato do PL, Wilder Morais, com 23,3%. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registra 18,6%, enquanto Luís César, do PT, aparece com 8,4%.
A diferença entre os dois primeiros colocados é de 11,2 pontos percentuais. Apesar da vantagem de Vilela no cenário estimulado, o percentual de eleitores que ainda não se considera decidido pode alterar significativamente o desenho da disputa à medida que a campanha avançar.
Wilder aposta no início da propaganda eleitoral
Candidato do PL ao Governo de Goiás, Wilder Morais avaliou que a apresentação dos nomes, partidos e números durante a pesquisa demonstra, em sua interpretação, a força do eleitorado de direita no Estado.
O senador também relacionou o alto índice de indecisos ao pouco conhecimento, segundo ele, sobre suas propostas e afirmou esperar crescimento com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
“A maioria dos goianos ainda não teve como conhecer o que a gente está propondo. Hoje começam os programas eleitorais na TV e no Rádio, as pessoas vão conhecer o nosso trabalho e as nossas propostas para Goiás e tenho certeza de que à medida que elas forem nos conhecendo o nosso percentual de intenção de votos vai aumentar”, afirmou.
A declaração representa a avaliação do candidato sobre os números. O levantamento, por si só, retrata o cenário encontrado no período em que as entrevistas foram realizadas e não permite afirmar qual será o comportamento futuro do eleitorado.
PL aparece à frente na disputa presidencial
Além da corrida pelo Palácio das Esmeraldas, a pesquisa mediu as intenções de voto para presidente da República em Goiás. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 26,8%, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 18,1%.
Na simulação de segundo turno entre os dois nomes, Flávio Bolsonaro alcança 35,6%, enquanto Lula aparece com 22,0%, de acordo com os números divulgados pelo instituto. O levantamento também aponta desempenho favorável ao PL na primeira intenção de voto para o Senado.
Gayer aparece na frente na primeira escolha para o Senado
Na disputa pelas duas vagas de Goiás no Senado Federal, Gustavo Gayer (PL) aparece numericamente na primeira colocação na primeira intenção de voto, com 23,2%. O resultado ocorre em uma eleição na qual os goianos escolherão dois senadores em outubro. O levantamento, conforme os dados apresentados, considera a primeira opção manifestada pelos entrevistados.
Como foi realizada a pesquisa
A pesquisa Veritá foi realizada entre os dias 19 e 23 de agosto de 2026, com 1.525 entrevistados. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%.
Segundo o instituto, a amostra foi construída com base em dados do Censo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2024, Censo 2022, PNAD e PNADC. Foram utilizados critérios de proporcionalidade relacionados a sexo, idade, escolaridade e distribuição geográfica. O relatório informa ainda que 20% das entrevistas passaram por auditoria.
A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números GO-01320/2026 e BR-04605/2026.
Indefinição pode ser fator decisivo
O dado que mais chama atenção no levantamento é justamente a distância entre a intenção declarada e a decisão efetiva. Com três em cada quatro eleitores ainda sem candidato escolhido, o cenário permanece sujeito a mudanças.
A partir do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os candidatos passam a contar com novos instrumentos para apresentar propostas, reforçar posicionamentos e ampliar o conhecimento de seus nomes junto ao eleitorado.
Por isso, embora Daniel Vilela apareça na liderança do cenário estimulado apresentado pela pesquisa, os números também mostram que a maior parcela do eleitorado ainda não está comprometida com nenhum dos nomes.
A disputa, portanto, permanece aberta no sentido de que uma parcela expressiva dos eleitores ainda pode mudar de posição ao longo da campanha. A consolidação das preferências dependerá da evolução das candidaturas, da exposição dos candidatos e, sobretudo, das escolhas que serão feitas pelo eleitor até o dia da votação.

