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Goiânia dispara no ranking nacional e assume vice-liderança em competitividade no Centro-Oeste

Goiânia dispara no ranking nacional e assume vice-liderança em competitividade no Centro-Oeste
Foto: Secom

Capital goiana sobe 27 posições no levantamento do CLP e chega ao 68º lugar entre 423 municípios brasileiros; saúde, educação, inovação e sustentabilidade estão entre os indicadores avaliados

Goiânia ganhou posições e subiu ao segundo lugar entre os municípios mais competitivos do Centro-Oeste, segundo a sétima edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A capital goiana avançou 27 posições na classificação nacional e agora ocupa a 68ª colocação entre 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.

No recorte regional, Goiânia também avançou uma posição e ficou atrás apenas de Cuiabá (MT). A diferença entre as duas capitais, porém, é relativamente estreita: Cuiabá somou 57,53 pontos, enquanto Goiânia alcançou 56,17 — apenas 1,36 ponto separa as duas cidades.

Em Goiás, Goiânia aparece na primeira colocação entre os municípios participantes do levantamento. O ranking considera 65 indicadores distribuídos em 13 pilares temáticos e três grandes dimensões: Instituições, Sociedade e Economia. A metodologia procura avaliar, entre outros aspectos, a capacidade dos municípios de oferecer serviços públicos, promover desenvolvimento econômico e criar condições para melhorar o bem-estar da população.

Educação coloca Goiânia entre as melhores do país

Um dos destaques da capital está na educação. Goiânia aparece na 27ª posição nacional no pilar relacionado à área, mantendo-se entre os 30 municípios mais bem avaliados do país.

A cidade também figura entre os cinco melhores resultados brasileiros no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Entre as ações apontadas pela administração municipal estão a abertura de novas vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), melhorias na estrutura física das unidades, investimentos por meio do Programa de Autonomia Financeira das Instituições Educacionais (Pafie), além da ampliação de recursos tecnológicos.

A Prefeitura cita ainda a entrega de tablets e lousas eletrônicas, instalação de aparelhos de ar-condicionado, melhorias na alimentação escolar e medidas voltadas à valorização dos profissionais da educação.

Saúde registra uma das maiores evoluções

Na área da saúde, Goiânia apresentou uma das principais mudanças no levantamento. De acordo com os dados divulgados pela administração municipal, a capital avançou 39 posições no pilar Acesso à Saúde.

O resultado ocorre em um período marcado por mudanças na gestão da rede municipal. Em janeiro de 2025, a atual administração assumiu o sistema após um período de intervenção estadual iniciado em dezembro de 2024.

Entre os indicadores citados pela Prefeitura está a disponibilidade de medicamentos. Segundo o município, o estoque, que estava abaixo da metade das necessidades no início da gestão, atualmente supera 90% dos itens considerados necessários.

Também foram implantados serviços como atendimento infantil 24 horas e ampliação do atendimento aos sábados. A rede recebeu ainda novos equipamentos, incluindo aparelhos de raio-X e equipamentos odontológicos.

Paralelamente, a Prefeitura afirma estar estruturando uma expansão física da rede municipal, com previsão de construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 31 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Investimentos crescem e contas passam por reequilíbrio

O desempenho de Goiânia no ranking ocorre em paralelo a uma mudança no volume de investimentos públicos. Segundo dados apresentados pela administração de Sandro Mabel, os investimentos passaram de R$ 35,7 milhões no período anterior para R$ 292,9 milhões, um crescimento informado de 719,39%.

A gestão projeta mais de R$ 1 bilhão em novos investimentos ao longo de 2026.

O equilíbrio fiscal também aparece entre os pontos destacados pela Prefeitura como parte da estratégia para ampliar a capacidade de investimento do município.

Inovação vira aposta para mobilidade e serviços

Outro componente avaliado pelo ranking é a capacidade de inovação e dinamismo econômico. Nesse campo, Goiânia tem buscado associar tecnologia a projetos de infraestrutura e mobilidade urbana.

Um dos principais exemplos é a PPP Cidade Inteligente, projeto que prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos na capital. A iniciativa conquistou o terceiro lugar no Prêmio UNECE PPP e Infraestrutura 2025, voltado a projetos considerados inovadores e sustentáveis.

Na mobilidade, a chamada “metronização” do transporte coletivo é apresentada pela administração como uma das principais mudanças tecnológicas em implantação. O sistema utiliza semáforos inteligentes e sincronização do tráfego para priorizar a passagem dos ônibus nos cruzamentos e reduzir o tempo de parada.

Em agosto deste ano, durante a Feira Latino-Americana do Transporte, em São Paulo, o prefeito Sandro Mabel foi homenageado por sua atuação relacionada ao transporte coletivo.

Goiânia também recebeu outras premiações recentes. Entre elas estão o primeiro lugar no Prêmio Banco do Brasil Gestão Inteligente da Região Centro-Oeste, o segundo lugar no Ranking Connected Smart Cities e o Selo Connected Smart Cities – Nível Ouro, além de reconhecimento na área de inovação e sustentabilidade.

Meio ambiente também pesa no resultado

A dimensão ambiental é outro componente do desempenho da capital. Goiânia mantém o reconhecimento internacional Tree Cities of the World, concedido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Arbor Day Foundation, em razão de políticas relacionadas à arborização, preservação e manejo de áreas verdes.

A capital também se destaca pela quantidade de áreas verdes. Segundo dados mencionados pela administração, são 94 metros quadrados de área verde por habitante. O município é apontado ainda como o segundo do país em área verde, conforme referência ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que o ranking mede

O Ranking de Competitividade dos Municípios não se limita ao desempenho econômico. A metodologia reúne 65 indicadores em 13 pilares, distribuídos em três dimensões.

Instituições: sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública.

Sociedade: acesso à saúde, qualidade da saúde, acesso à educação, qualidade da educação, segurança, saneamento e meio ambiente.

Economia: inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

O avanço de Goiânia, portanto, resulta da combinação de diferentes indicadores e não de um único setor. A subida de 27 posições no cenário nacional coloca a capital entre os municípios que mais avançaram na edição atual do levantamento e reforça a disputa regional pela liderança em competitividade.

Com 56,17 pontos, Goiânia ficou próxima de Cuiabá na classificação do Centro-Oeste. O resultado coloca a capital goiana em uma posição de destaque regional, ao mesmo tempo em que evidencia o desafio de transformar os avanços registrados em diferentes indicadores em melhorias permanentes na qualidade dos serviços públicos e na vida cotidiana da população.