Por Coronel Cláudia Lira, vice-prefeita de Goiânia
Em 24 de outubro de 1933 foi fundada oficialmente a nossa querida Goiânia. E neste ano, a capital goiana completa 93 anos, celebrando uma história construída por gerações. Datas simbólicas como esta nos convidam a refletir sobre os caminhos que queremos trilhar. E, quando pensamos na Goiânia do amanhã, uma pergunta é inevitável: quem vai viver essa cidade do futuro?
As crianças e os jovens de hoje serão protagonistas desse amanhã. No cenário atual, nosso papel é garantir uma cidade para todos. Pertencimento é experimentar a vida citadina, é a cidade por vir deve integrar sustentabilidade e humanidade, conectada aos ideais de progresso: tecnologia, mobilidade urbana, infraestrutura e crescimento econômico. Uma capital próspera, sem perder de vista seu patrimônio mais valioso: o seu povo.
Construir o futuro exige criar oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam, desde cedo, vínculos com a cidade, por meio da educação, da cultura, do esporte, da saúde e dos espaços públicos. Mais do que oferecer serviços, as políticas públicas devem formar cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com o bem comum.
As novas gerações precisam ser ouvidas e participar das decisões que definirão a Goiânia de amanhã. Afinal, a participação também se aprende, e o pertencimento nasce quando alguém reconhece seu lugar na cidade. Quem se sente parte também aprende a cuidar.
Goiânia cresceu bastante desde sua criação. Foi planejada, em seu projeto original, para 50 mil pessoas e hoje abriga mais 1,5 milhão de moradores. Por isso, devemos visualizar esse crescimento por uma ótica mais humana. O progresso e a evolução não significa perder os valores humanos e identidade goianiense que nos constitui.
Nossas memórias, identidade e valores são elementos essenciais para não esquecer da nossa história. E pensar no amanhã também é decidir o que não queremos deixar para trás. O que queremos preservar e levar para esse futuro?
Quando penso na Goiânia que gostaria de deixar para as próximas gerações, penso em uma cidade para todos, com qualidade de vida e capaz de acompanhar as transformações do mundo, sem perder sua essência. Que preserve sua história, seu patrimônio Art Déco, sua hospitalidade e os valores que construíram sua identidade.
Uma cidade pode ser moderna sem ser fria, tecnológica sem deixar de ser humana e crescer sem virar uma selva de pedra. Na contagem regressiva para seu centenário, entre as raízes do Cerrado e os caminhos do progresso, o desafio da capital idealizada por Pedro Ludovico Teixeira em 1933, é continuar se desenvolvendo sem perder sua identidade única.
O amanhã começa nas escolhas que fazemos hoje. Quero que as próximas gerações encontrem uma cidade que continue reconhecendo genuinamente nas pessoas seu maior patrimônio. Que Goiânia avance e se prepare para o futuro, sem perder a essência que fez dela a cidade que aprendemos a amar.

