Zema defende unidade da direita em agenda em Goiânia e intensifica discurso contra o PT

Durante passagem por Goiânia nesta quinta-feira (23), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que o campo da direita mantém coesão estratégica, apesar da multiplicidade de nomes colocados na disputa eleitoral. A declaração foi feita em visita institucional à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Goiás (Fecomércio-GO), onde cumpriu agenda com representantes do setor produtivo.

Em tom de alinhamento político, Zema sustentou que o número elevado de pré-candidaturas no espectro conservador não fragiliza o grupo, mas amplia sua competitividade no primeiro turno. Segundo ele, essa configuração dificulta a concentração de críticas por adversários ideológicos. “Quanto mais candidatos a direita tiver, mais forte ela fica. Isso, inclusive, dispersa ataques e fortalece o campo para o segundo turno, quando haverá união contra o PT”, afirmou.

O pré-candidato também mencionou diálogo anterior com o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando convergência de entendimento sobre a estratégia eleitoral. Atualmente, além de Zema, outros nomes associados à direita se movimentam na pré-campanha presidencial, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Aldo Rebelo (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Renan Santos (Missão).

Ao contextualizar sua análise, Zema citou o cenário internacional, mencionando o caso do Chile, onde múltiplas candidaturas de direita participaram do primeiro turno presidencial. Para ele, o exemplo reforça a viabilidade de fragmentação inicial seguida de convergência em etapas decisivas do pleito.

A agenda em Goiás integra uma série de visitas que o pré-candidato tem realizado em diferentes estados, incluindo Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. O foco dos compromissos, conforme destacou, está no diálogo com empresários e lideranças econômicas, a quem atribui papel central na sustentação da economia nacional.

Durante o encontro, Zema voltou a defender um conjunto de propostas estruturadas em três eixos: moral, econômico e segurança pública. Entre os pontos destacados, mencionou a necessidade de combate a práticas ilícitas na administração pública, controle de gastos governamentais e endurecimento das políticas de segurança. “Precisamos de um choque moral, financeiro e na segurança pública para enfrentar os problemas que afetam diretamente a população”, concluiu.

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