Servidores da saúde cobram cumprimento de direitos e melhorias estruturais durante sessão na Câmara

Servidores da rede municipal de saúde ocuparam as galerias da Câmara durante a sessão ordinária desta terça-feira (10) para apresentar reivindicações e solicitar apoio do Legislativo às demandas da categoria.

Representando os trabalhadores, a diretora do Sindsaúde, Flaviana Alves, afirmou que a situação da saúde pública no município é crítica, com carência de insumos e deficiências estruturais nas unidades, o que, segundo ela, compromete diretamente o atendimento à população.

A dirigente sindical também apontou o que classificou como descumprimento de legislações vigentes. Entre os pontos destacados está o plano de carreira da categoria, instituído em 2014, que, conforme relatou, não vem sendo aplicado integralmente. De acordo com Flaviana, duas progressões salariais, no percentual de 2% cada, deixaram de ser pagas aos servidores.

Outro tema abordado foi o piso nacional dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE). Segundo a representante, os recursos destinados pela União já teriam sido repassados ao município e precisam ser transferidos às categorias. Ela defendeu a atuação do Poder Legislativo para garantir o cumprimento da legislação.

Flaviana Alves alertou ainda para a possibilidade de paralisação caso não haja avanço nas negociações. “A categoria está cansada e conta com o apoio desta Casa”, declarou, ao afirmar que a greve não é a alternativa desejada, mas pode se tornar necessária diante da ausência de respostas efetivas.

Em manifestação no plenário, o vice-presidente da Câmara, vereador Rogério Almeida, informou que pretende, em conjunto com o presidente da Casa, Gilsão Meu Povo, intermediar uma reunião entre representantes da categoria, o prefeito e o secretário municipal de Saúde, com o objetivo de buscar uma solução.

O vereador Tales de Castro também declarou apoio aos servidores e reconheceu que 2025 tem sido um ano desafiador para a administração municipal, em razão do cenário encontrado pela atual gestão. Já o vereador Felipe Cortez destacou o pagamento do adicional de insalubridade como direito assegurado à categoria e defendeu a prioridade da saúde na agenda do município.

Na mesma linha, o vereador Lipe Gomes avaliou que a possibilidade de greve revela um cenário preocupante. Ele criticou o que considera baixo investimento nos servidores e apontou a ausência de uma definição clara de prioridades por parte do Executivo.

As reivindicações devem ser encaminhadas para diálogo com o Poder Executivo nos próximos dias.