O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a declarar apoio, nesta terça-feira, ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que irá disputar a reeleição no pleito presidencial deste ano, previsto para acontecer em novembro. O principal cotado para disputar as eleições contra Biden é o ex-presidente Donald Trump, que tem boa relação com o clã de Jair Bolsonaro e é conhecido por se apresentar como um político conservador.
“Eu tenho uma boa relação com o Biden, não posso dar palpite nas eleições de outro país. Como ser humano, se eu morasse nos EUA, eu votaria no Biden”, disse. Apesar disso, Lula afirmou em seguida que vai respeitar o resultado das urnas. “Como presidente da República, eu vou manter relações com quem ganhar as eleições. A relação como chefe de Estado não é uma coisa pessoal, é uma coisa pública, de Estado. A gente tem que conviver com todas pessoas independentemente do perfil ideológico”, complementou.
As declarações foram dadas durante entrevista concedida, no Palácio do Planalto, à imprensa japonesa. O motivo é que, na sexta-feira, Lula irá receber o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, visita prevista para acontecer entre 2 e 4 de maio. Ainda sobre os Estados Unidos, Lula defendeu que, “somente respeitando a democracia”, será possível restabelecer a relação entre os países.
“Eu também tenho que respeitar o resultado das eleições. Se quem ganhou foi feito pelo povo e recebeu a maioria dos votos, eu tenho que respeitar. Somente assim, a democracia vai sobreviver e as relações entre os Estados serão democráticas”, disse o presidente.
Por fim, Lula afirmou que espera que “a democracia vença” nos Estados Unidos. “Nós precisamos valorizar a democracia. A democracia permite a alternância de poder não apenas entre mulheres e homens, mas também entre classes sociais. Um dia pode ser um empresário e, no outro, um trabalhador. Por isso, eu fico torcendo para que a democracia vença as eleições no EUA.”
