Samir Kerbage, CTO da Hashdex, explica que o ETF já existia desde 2022, mas a gestora decidiu transformá-lo em um fundo spot junto com os outros 10 ETFs de bitcoin à vista que foram aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) em janeiro deste ano. “Ele foi aprovado pela SEC para listagem, mas depois tivemos que fazer o registro do regulamento do fundo. Como era a conversão de um ETF que já existia, era um modelo diferente dos outros”, afirma, lembrando que os ETFs de BlackRock, Fidelity, Bitwise, Franklin Templeton, Grayscale e outros já começaram a operar como fundos à vista no dia seguinte à aprovação.
Apesar da mudança, o modelo do fundo ainda envolve algum grau de exposição a futuros. “Quando recebemos o pedido de novas cotas, o fundo compra contratos futuros e faz a conversão para uma posição spot dentro da [Chicago Mercantile Exchange] CME. Nós propusemos este arranjo por acreditar que era um modelo mais seguro”, diz Kerbage.
Com a mudança, a Hashdex espera que o fundo atraia mais capital, mas acredita que o movimento será bastante gradual, pois depende de uma mudança de cultura de alocação do investidor institucional americano. “Grandes fundos de pensão, por exemplo, vão levar tempo para começarem a alocar”, aponta. “O institucional precisa aprovar a diligência e tem um conjunto de regras que torna o movimento rumo a cripto não tão rápido assim.”
