O Conselho de Direitos Humanos da ONU irá avaliar, na sexta-feira (5), uma resolução preliminar pedindo um embargo de armas contra Israel, citando um “risco plausível de genocídio” na Faixa de Gaza, informou nessa quarta-feira (3) a “Agence France-Presse” (AFP).
Se for adotada, a resolução preliminar marcará a primeira vez que o principal órgão de direitos humanos da ONU toma algum tipo de posição sobre a guerra entre Israel e Hamas.
De acordo com a “AFP”, o texto condena “o uso de armas explosivas com efeitos em larga escala por Israel”, em áreas povoadas do enclave, e exige que o país “cumpra sua responsabilidade legal de prevenir o genocídio”.
A resolução preliminar foi apresentada pelo Paquistão em nome de 55 dos 56 países-membros da ONU na Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), com exceção da Albânia. O texto é co-patrocinado por Bolívia, Cuba e pela missão palestina em Genebra.
O texto de oito páginas exige que Israel encerre sua ocupação do território palestino e levante imediatamente seu “bloqueio ilegal” na Faixa de Gaza. Como relatado pela “AFP”, também pede que os países interrompam a venda ou transferência de armas, munições e outros equipamentos militares para Israel.
Além disso, a resolução “condena o uso da fome de civis como método de guerra”, pede um cessar-fogo imediato, a libertação de reféns e “condena as ações de Israel que podem equivaler a limpeza étnica”, reafirmando que “a crítica às violações do direito internacional por Israel não deve ser confundida com antissemitismo”.
