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Goiânia tem o 4º menor desemprego entre capitais e renda média de R$ 5,5 mil

Goiânia tem o 4º menor desemprego entre capitais e renda média de R$ 5,5 mil
Fotos: Joabe Mendonça

Taxa de desocupação ficou em 3,6% no segundo trimestre de 2026, abaixo dos 5,4% registrados no país; rendimento do trabalho principal ocupa a sexta posição nacional entre capitais

Goiânia registrou a quarta menor taxa de desemprego entre as capitais brasileiras no segundo trimestre de 2026. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação atingiu 3,6% da força de trabalho, o equivalente a aproximadamente 32 mil pessoas com 14 anos ou mais. O percentual ficou 1,8 ponto abaixo da média nacional de 5,4% no período de abril a junho.

No ranking das capitais, Goiânia apareceu atrás de Cuiabá, com 2,3%, Palmas, com 2,6%, e Campo Grande, com 3,1%. O indicador considera pessoas que estavam sem trabalho, procuraram uma ocupação e tinham disponibilidade para trabalhar. Portanto, a taxa não corresponde à proporção de todos os moradores sem emprego, pois o cálculo utiliza como referência a força de trabalho.

Além da desocupação relativamente baixa, a capital apresentou rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal de R$ 5.496, o sexto maior entre as capitais. O valor ficou acima da média nacional de R$ 3.621 informada para esse mesmo recorte. Por se tratar de uma média, o indicador não representa o salário recebido por todos os trabalhadores nem permite, isoladamente, avaliar como a renda está distribuída entre eles. O patamar de rendimento e a posição de Goiânia entre as capitais com menor desemprego também foram registrados.

- Parceiros -

Na área de qualificação profissional, a Prefeitura mantém a Caravana Emprego e Renda, lançada em 2026 em parceria com o Sesc e o Senac. O programa oferece cursos gratuitos em segmentos como tecnologia, beleza, saúde e cuidados com animais, com a meta anunciada de capacitar cerca de 13 mil pessoas até o final do ano. A proposta inclui ampliar as possibilidades de inserção no mercado e de geração de renda. Esse número corresponde ao público que a iniciativa pretende alcançar, e não a um total de participantes já formados.

Outra iniciativa municipal é o e-Resolve, plataforma que concentra aproximadamente 50 serviços públicos, incluindo procedimentos de Uso do Solo, licenciamento e autorizações. Segundo a administração, a ferramenta busca reduzir deslocamentos e simplificar o andamento de processos para moradores e empreendedores. “É a prefeitura no bolso do cidadão”, afirmou o prefeito Sandro Mabel ao destacar a proposta de digitalização dos atendimentos.

Os programas municipais integram as ações de qualificação e modernização administrativa, mas os dados apresentados não permitem medir sua contribuição específica para a taxa de desemprego ou para o rendimento médio. Os indicadores do IBGE retratam o mercado de trabalho da capital no segundo trimestre; já as metas de capacitação e os resultados dos serviços digitais exigem acompanhamento próprio para avaliar seu alcance.