Em sabatina, candidato ao Senado diz que avanço das organizações criminosas exige integração, inteligência e acesso a ferramentas tecnológicas
O candidato ao Senado por Goiás Gustavo Mendanha defendeu, durante sabatina nesta sexta-feira (18), a ampliação da cooperação internacional como estratégia para fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil. Durante a entrevista, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia afirmou que o país enfrenta dificuldades para conter o avanço das organizações criminosas e sustentou que a busca por tecnologia e conhecimento de outros países deve fazer parte das políticas de segurança pública.
Segundo Mendanha, o crescimento das facções criminosas, aliado ao aumento do poder econômico e territorial dessas organizações, exige uma resposta que vá além das ações tradicionais de policiamento. Na avaliação apresentada pelo candidato, o Brasil precisa estabelecer parcerias com países que possuem experiência em inteligência, monitoramento e utilização de ferramentas tecnológicas aplicadas à segurança.
“O Brasil não conseguiu e não consegue resolver o problema da segurança pública. O crime organizado cresceu, ganhou poder econômico, passou a controlar territórios e hoje ameaça a soberania do nosso país. Se queremos enfrentar isso de verdade, precisamos buscar ajuda, parcerias e o que existe de melhor em tecnologia no mundo”, afirmou durante a sabatina.
Estados Unidos e Israel são citados
Ao detalhar a proposta, Mendanha mencionou Estados Unidos e Israel como referências com as quais o Brasil poderia ampliar acordos de cooperação. A ideia apresentada pelo candidato envolve o intercâmbio de conhecimento e o acesso a tecnologias utilizadas na identificação de criminosos, monitoramento e produção de inteligência para desarticular organizações criminosas.
“Quando existe tecnologia capaz de ajudar nossas forças de segurança, identificar criminosos e desarticular organizações, temos que buscar essa parceria”, declarou. Para ele, o uso dessas ferramentas deve ocorrer de forma integrada à atuação das forças de segurança brasileiras, sem substituir o trabalho policial.
Mendanha também relacionou o avanço do crime organizado à necessidade de preservação da capacidade do Estado de exercer o controle sobre o território. Em sua argumentação, a cooperação internacional seria um instrumento adicional para ampliar a capacidade de resposta das instituições brasileiras diante das estruturas criminosas.
Experiência em Israel
Durante a entrevista, o candidato recuperou uma viagem que fez a Israel ao lado dos governadores Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas. Na ocasião, a comitiva participou de agendas no país e esteve em encontro com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Segundo Mendanha, a viagem teve entre seus objetivos conhecer experiências e soluções tecnológicas que pudessem ser avaliadas para eventual aplicação no Brasil, especialmente nas áreas de segurança e combate à criminalidade.
A experiência internacional voltou a ser utilizada pelo candidato como referência para sua proposta de integração de tecnologias às políticas públicas de segurança. A ideia defendida é que o Brasil observe modelos adotados em outros países e estabeleça cooperação com governos e instituições que tenham conhecimento especializado no setor.
Inteligência e integração como estratégia
Mendanha também citou Goiás como exemplo da combinação entre atuação policial, inteligência, integração de informações e utilização de tecnologia. Na avaliação do candidato, a experiência estadual demonstra a importância de reunir diferentes instrumentos para enfrentar organizações criminosas.
São Paulo também foi mencionado durante a sabatina. O Estado tem ampliado o uso de ferramentas tecnológicas e sistemas de monitoramento na segurança pública durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas, aliado político de Mendanha.
“Esse caminho já mostrou resultado em Goiás e está sendo buscado também em São Paulo. O Brasil precisa aprender com as experiências que funcionam, estabelecer parcerias com quem domina essas tecnologias e colocá-las a serviço das nossas forças de segurança”, afirmou.
A proposta apresentada pelo candidato coloca a tecnologia como um dos eixos de uma estratégia mais ampla de enfrentamento ao crime organizado, ao lado de inteligência policial, integração entre instituições e cooperação entre diferentes níveis de governo.
Ao encerrar a discussão sobre segurança pública, Mendanha voltou a associar o combate às organizações criminosas à defesa da soberania nacional. “Enfrentar o crime organizado é também defender a soberania do Brasil”, concluiu.
A sabatina integra a agenda eleitoral de 2026 e coloca a segurança pública entre os temas centrais da campanha de Mendanha ao Senado. Suas declarações durante a entrevista apresentaram a cooperação internacional e o uso de tecnologia como caminhos que pretende defender no debate nacional caso seja eleito.

