Estado sobe para a quinta posição nacional em valor da produção agrícola e ultrapassa o Rio Grande do Sul em 2025
Goiás ampliou sua participação na produção agrícola brasileira em 2025 e consolidou a posição de destaque em diferentes cadeias do agronegócio. Dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado manteve a liderança nacional na produção de tomate, sorgo e girassol, além de registrar uma safra de 20,3 milhões de toneladas de soja.
O desempenho também alterou a posição de Goiás no ranking nacional pelo valor da produção agrícola. A participação goiana passou de 7,7% em 2024 para 7,8% em 2025, fazendo o Estado avançar da sexta para a quinta colocação entre as unidades da Federação com maior participação no valor gerado pela agricultura brasileira. No mesmo período, o Rio Grande do Sul recuou de 9,7% para 7,7% e ficou atrás de Goiás nesse indicador.
Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ademar Leal, os números refletem a diversidade da produção goiana. “Goiás reúne cadeias produtivas fortes e diversificadas, com presença entre os principais produtores do país em diferentes culturas”, afirmou.
Soja concentra maior valor entre as principais culturas
Entre os produtos agrícolas de maior peso na economia goiana, a soja ocupa uma área de aproximadamente 5,1 milhões de hectares. Em 2025, foram produzidas 20,3 milhões de toneladas, com valor estimado em R$ 37,7 bilhões, segundo os dados da PAM.
A produção está distribuída por diferentes regiões do Estado, com forte presença no Sudoeste e no entorno de áreas de expansão agrícola. Rio Verde aparece como o principal município produtor, com 1,6 milhão de toneladas. Na sequência estão Jataí, com 1,4 milhão de toneladas, e Cristalina, com 1,2 milhão.
O volume coloca a soja como uma das principais bases da produção agrícola goiana, tanto pela extensão da área cultivada quanto pelo valor movimentado pela cadeia. A cultura também contribui para a integração do Estado às cadeias de processamento, armazenamento, transporte e exportação de commodities agrícolas.
Outra cultura de grande relevância é a cana-de-açúcar. O cultivo ocupa cerca de 1 milhão de hectares e alcançou 85,4 milhões de toneladas em 2025, com valor próximo de R$ 11,5 bilhões. Quirinópolis lidera a produção entre os municípios goianos, com 7,6 milhões de toneladas, seguido por Mineiros, com 4,8 milhões. Itumbiara e Goiatuba também aparecem entre os principais produtores.
Goiás mantém liderança nacional em três culturas
Além dos grandes volumes de soja e cana-de-açúcar, Goiás se destaca por liderar o ranking brasileiro em três culturas: tomate, sorgo e girassol. O desempenho evidencia uma característica da agricultura estadual, marcada pela diversificação e pela presença simultânea em diferentes segmentos.
No sorgo, Goiás mantém a primeira posição nacional pelo oitavo ano consecutivo. Em 2025, a cultura ocupou 515,3 mil hectares e alcançou produção de 1,7 milhão de toneladas, com valor estimado em R$ 1,2 bilhão. Cristalina e Rio Verde estão entre os municípios que concentram parte importante dessa produção.
O sorgo ganhou espaço na agricultura goiana principalmente pela adaptação às condições climáticas e pela possibilidade de utilização do grão em diferentes cadeias, incluindo alimentação animal. A manutenção da liderança nacional por oito anos consecutivos reforça a importância da cultura para o calendário agrícola do Estado.
No tomate, Goiás também aparece no topo do ranking brasileiro. Foram 18,2 mil hectares de área colhida e uma produção de 1,6 milhão de toneladas, avaliada em aproximadamente R$ 1,5 bilhão. A produtividade média chegou a 90,3 toneladas por hectare.
Silvânia liderou a produção estadual de tomate, seguida por Cristalina e Morrinhos. A atividade possui relevância tanto para o abastecimento quanto para a indústria de processamento, com municípios goianos formando polos especializados no cultivo.
O terceiro produto em que Goiás ocupa a liderança nacional é o girassol. A cultura registrou 49,2 mil hectares de área colhida, produção de 82,4 mil toneladas e valor de aproximadamente R$ 158,6 milhões. Ipameri, Morrinhos, Rio Verde e Silvânia estão entre os principais municípios produtores.
Diversificação sustenta avanço do Estado
Os dados do IBGE mostram que o desempenho agrícola goiano não está concentrado em uma única cultura. A combinação entre grandes cadeias, como soja e cana-de-açúcar, e produtos nos quais o Estado ocupa a liderança nacional contribui para ampliar a participação de Goiás no valor total gerado pela agricultura brasileira.
O avanço para a quinta posição nacional ocorre em um cenário de forte concorrência entre os principais estados produtores. A mudança em relação ao Rio Grande do Sul também demonstra como oscilações na produção, nos preços e no valor das diferentes culturas podem alterar a participação de cada unidade da Federação no resultado nacional.
Para Goiás, os números de 2025 reforçam a importância do agronegócio na economia estadual e evidenciam a presença de diferentes regiões na produção agrícola. De grandes áreas destinadas à soja e à cana até polos especializados em tomate, sorgo e girassol, o campo goiano mantém uma produção diversificada e amplia sua participação no cenário agrícola brasileiro.

