Bancários rejeitaram proposta da instituição por ampla maioria e protestam contra questões salariais, benefícios e mudanças no custeio do Saúde Caixa; Banco do Brasil também terá paralisação nesta semana
Os clientes da Caixa Econômica Federal em Goiás devem se preparar para possíveis mudanças no atendimento presencial a partir desta terça-feira (8). Os funcionários da instituição decidiram entrar em greve após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco durante as negociações trabalhistas. A paralisação foi aprovada por 96,5% dos bancários que participaram da votação promovida pelo Sindicato dos Bancários de Goiás. Apenas 3,5% votaram pela aceitação da proposta.
O movimento pode atingir parte das aproximadamente 140 agências da Caixa existentes no Estado. No entanto, a greve não deverá provocar o fechamento total da rede. Segundo o sindicato, algumas unidades devem continuar funcionando durante a mobilização para garantir atendimento à população e reduzir os impactos sobre os clientes. A definição das agências que permanecerão abertas dependerá da organização dos trabalhadores em cada local.
O que motivou a greve
A decisão de cruzar os braços ocorre após o impasse nas negociações entre os representantes dos empregados e a Caixa. Entre as principais reivindicações estão questões relacionadas a salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), benefícios e condições de trabalho.
Um dos principais pontos de insatisfação da categoria envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados da instituição. Segundo o Sindicato dos Bancários, os trabalhadores rejeitam mudanças no modelo de custeio que poderiam aumentar a participação financeira dos beneficiários nas despesas do plano. A discussão sobre o Saúde Caixa se tornou um dos principais obstáculos para um acordo entre os funcionários e a instituição financeira.
Em Goiás, estima-se que cerca de 2 mil bancários trabalhem nas agências da Caixa, o que pode ampliar os reflexos da paralisação sobre o atendimento presencial em diferentes municípios.
Nem todas as agências devem fechar
Apesar da aprovação da greve, os clientes não devem encontrar necessariamente todas as portas fechadas. O sindicato informou que parte das unidades deverá manter o funcionamento, especialmente para evitar maiores prejuízos aos usuários dos serviços bancários.
Ainda não há uma relação única com todas as agências que estarão abertas ou fechadas durante o movimento. Por isso, a recomendação para quem precisa de atendimento presencial é verificar previamente a situação da unidade antes de se deslocar. Serviços disponíveis por canais digitais, como aplicativo, internet banking, terminais de autoatendimento e outros canais eletrônicos, devem continuar funcionando normalmente. Operações que dependem exclusivamente do atendimento presencial, no entanto, podem sofrer alterações conforme a adesão dos trabalhadores em cada agência.
Banco do Brasil também terá paralisação
A semana deve ser marcada por dificuldades no atendimento presencial também em outra grande instituição financeira pública. Os funcionários do Banco do Brasil em Goiás também rejeitaram a proposta apresentada durante as negociações e aprovaram uma paralisação. No caso do BB, o início do movimento está previsto para quinta-feira (10). Com as duas categorias mobilizadas, clientes da Caixa e do Banco do Brasil poderão enfrentar alterações no funcionamento das agências ao longo dos próximos dias.
A situação exige atenção principalmente de quem precisa resolver pendências que não podem ser feitas pelos canais digitais. A orientação é buscar informações junto à agência antes de sair de casa e, quando possível, priorizar os serviços disponíveis pelos aplicativos e plataformas eletrônicas.
A expectativa agora é de que novas negociações entre os sindicatos e as instituições financeiras definam os próximos passos dos movimentos grevistas e a duração das paralisações em Goiás.

