Israel diz que é altamente provável que suas forças mataram ativista dos EUA

O Exército de Israel afirmou que é altamente provável que uma ativista norte-americana tenha sido “acidentalmente” morta por disparos israelenses na semana passada, durante um protesto na Cisjordânia ocupada por Israel. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que a morte foi “inaceitável”.

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Na crítica mais dura que os EUA fizeram a Israel sobre a morte da ativista Aysenur Ezgi Eygi, de 26 anos, Blinken afirmou que “ninguém deve ser morto por participar de um protesto”. Ele ressaltou que Aysenur foi a segunda cidadã americana a ser morta por forças de segurança israelenses nos últimos anos, após uma jornalista palestino-americana ter sido fatalmente baleada na Cisjordânia em 2022.

O exército israelense, em uma declaração sobre sua investigação inicial sobre a morte de Aysenur na última sexta-feira, expressou pesar por sua morte e disse que tinha a intenção de atingir uma pessoa descrita como “instigadora principal” do protesto, que foi chamado de “motim violento”.

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No entanto, testemunhas oculares contestam veementemente as justificativas de Israel para abrir fogo, dizendo que os confrontos já haviam terminado quando Aysenur foi baleada e que ocorreram em um local diferente. Elas afirmam que Aysenur e outros manifestantes estavam a mais de 180 m dos soldados, que estavam em uma posição elevada, quando o tiro fatal foi disparado.

 

Fonte: www.jornaldocomercio.com