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Vanderlan Cardoso defende fim da escala 6×1 e propõe debate sobre modernização da CLT

Vanderlan Cardoso defende fim da escala 6×1 e propõe debate sobre modernização da CLT
Foto: Divulgação

Senador afirmou na CCJ que trabalhadores de suas empresas já cumprem jornada de segunda a sexta-feira e declarou voto favorável à proposta que reduz carga semanal para 40 horas

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) declarou, nesta quarta-feira (2), voto favorável ao fim da escala de trabalho 6×1 durante discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A proposta em debate prevê a garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Durante sua manifestação, Vanderlan, que é candidato à reeleição, utilizou a experiência como empresário para defender que a mudança na jornada pode ser implementada sem prejuízos financeiros aos trabalhadores.

“Sou a favor do fim da escala 6×1. Em minhas empresas, por exemplo, eu emprego mais de 2 mil funcionários. E há pelo menos cinco anos nossos colaboradores só trabalham de segunda a sexta-feira, sem prejuízo financeiro para o trabalhador”, afirmou.

Segundo o senador, as empresas mantêm atividades nos fins de semana com equipes específicas responsáveis por serviços necessários à manutenção da estrutura industrial.

“Nos finais de semana, a fábrica fica aberta para um outro grupo de funcionários que limpam as máquinas”, explicou.

Experiência empresarial

Vanderlan Cardoso também destacou sua trajetória de mais de três décadas no setor empresarial para defender mudanças nas relações de trabalho. Segundo ele, o mercado passou por transformações significativas nas últimas décadas e exige novas formas de organização tanto por parte das empresas quanto dos trabalhadores.

“O mercado de trabalho mudou no Brasil e no mundo ao longo das últimas décadas. Eu, como empresário há 34 anos, venho me adequando às mudanças, principalmente porque estamos diante de uma falta grande de mão de obra”, declarou.

Para o senador, a discussão sobre redução da jornada deve estar associada à busca por maior produtividade e à qualificação profissional.

“Temos de aumentar a eficiência do trabalhador, investindo em sua capacitação”, afirmou.

A posição de Vanderlan insere o parlamentar no debate nacional sobre mudanças nas regras da jornada de trabalho, tema que ganhou espaço no Congresso e passou a mobilizar representantes de trabalhadores, empresários e diferentes setores políticos.

Modernização da legislação

Além de defender o fim da escala 6×1, o senador aproveitou a discussão para propor um debate mais amplo sobre a modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1943.

Para Vanderlan, a legislação trabalhista precisa acompanhar as transformações econômicas e sociais ocorridas ao longo das últimas décadas, oferecendo alternativas tanto para empregadores quanto para trabalhadores.

“Precisamos modernizar e flexibilizar a CLT. Dar opções tanto para o trabalhador quanto para o empregador”, afirmou.

Entre as possibilidades defendidas pelo senador está a ampliação de modelos alternativos de contratação e jornada, desde que sejam respeitados os limites estabelecidos pela legislação.

“Quer trabalhar pela CLT? Tudo bem. Quer trabalhar por hora? Também, desde que não ultrapasse as 40 horas semanais”, completou.

Debate no Senado

A PEC 221/2019 está entre as propostas que buscam alterar as regras atuais da jornada de trabalho no país. A discussão envolve diretamente setores produtivos e trabalhadores, já que uma eventual mudança pode provocar impactos na organização das empresas, nos custos trabalhistas e na rotina de milhões de brasileiros.

Ao declarar apoio ao fim da escala 6×1, Vanderlan Cardoso defendeu que o debate avance no Congresso, mas ampliou sua posição para incluir uma revisão mais abrangente das relações trabalhistas.

A defesa do senador combina, segundo ele, a necessidade de garantir melhores condições aos trabalhadores com a busca por maior eficiência e flexibilidade nas relações entre empresas e funcionários.

Para Vanderlan, a experiência adotada em suas próprias empresas demonstra que modelos de jornada concentrados entre segunda e sexta-feira podem funcionar sem redução salarial, desde que haja planejamento e reorganização das atividades.