Articulação ligada ao prefeito Sandro Mabel avança, grupo de Thialu afirma contabilizar 33 votos e possibilidade de chapa única ganha força às vésperas da eleição
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia entrou na reta final com uma mudança significativa no cenário político. O vereador Thialu Guiotti (Avante), apontado como o nome preferido do prefeito Sandro Mabel, ganhou espaço nas articulações para a eleição da Mesa Diretora, enquanto Ronilson Reis (SD), que inicialmente despontava como favorito entre os parlamentares, passou a rever sua estratégia diante da perda de força de seu grupo. Com a votação marcada para sábado (10), as negociações avançam e a possibilidade de uma composição única começa a ganhar força nos bastidores do Legislativo.
A mudança no tabuleiro político ficou mais evidente na quarta-feira (7), quando Ronilson teria demonstrado irritação ao tomar conhecimento de que sua posição na disputa havia enfraquecido. Segundo relatos de aliados próximos, a reação foi intensa diante da percepção de que as articulações já não favoreciam sua candidatura como no início da corrida pela presidência. Diante do novo cenário, o grupo ligado ao vereador passou a reavaliar os próximos passos para tentar recuperar espaço nas negociações.
Ronilson busca alternativas para recuperar terreno
Ligado ao segmento religioso, Ronilson tentou ampliar sua sustentação política por meio da mobilização de lideranças desse meio. Alguns representantes se movimentaram para fortalecer sua candidatura e buscar alternativas para reverter o quadro, mas as iniciativas não conseguiram alterar significativamente os rumos da disputa.
Em meio às dificuldades para recompor sua base, chegou a ser considerada a possibilidade de lançar uma terceira via, alternativa que poderia modificar a configuração da eleição e abrir espaço para uma nova composição. A hipótese, porém, não avançou, e as articulações continuaram concentradas nos dois principais nomes da disputa.
O movimento revela a complexidade das negociações para a escolha do próximo presidente da Câmara. Além das alianças políticas e dos apoios declarados, a capacidade de reunir votos e manter compromissos até o momento da votação tornou-se decisiva para definir quem terá condições de comandar o Legislativo goianiense.
Encontro entre Thialu e Ronilson muda o clima
Na quinta-feira (8), o ambiente apresentou sinais de distensão. Depois da tensão registrada no dia anterior, Ronilson passou parte do dia ao lado de Thialu Guiotti. Os dois conversaram enquanto avançavam as negociações para a eleição da Mesa Diretora, em um momento no qual a construção de um entendimento entre os grupos passou a ser considerada uma possibilidade concreta.
A aproximação ocorreu justamente quando a candidatura de Thialu ganhou força e começou a se desenhar um cenário favorável à formação de uma chapa única. Embora o encontro não represente, por si só, um acordo definitivo, a mudança no clima entre os dois vereadores alimentou as expectativas de que a disputa possa terminar com uma composição capaz de reunir diferentes correntes políticas da Casa.
A eventual construção de consenso também teria impacto sobre a relação entre os parlamentares após a eleição, reduzindo o espaço para divisões internas em torno do comando do Legislativo. Por outro lado, a consolidação desse cenário depende da confirmação dos apoios e da disposição dos grupos para abrir mão de uma disputa individual em favor de uma composição conjunta.
Grupo de Thialu afirma contabilizar 33 votos
O principal indicativo da força alcançada por Thialu veio de seu próprio grupo político. Segundo informações, os articuladores do vereador afirmam contabilizar 33 votos para a composição da nova Mesa Diretora.
Com esse número, a estratégia passou a ser ampliar a adesão e buscar o apoio de todos os vereadores da Câmara. A intenção é transformar a vantagem anunciada pelos aliados em uma composição consensual, capaz de assegurar a eleição sem uma disputa fragmentada entre diferentes chapas.
A quantidade de votos informada pelo grupo representa um sinal de avanço nas negociações, mas ainda precisa ser confirmada no processo de votação. Em eleições internas, a contabilização de apoios nos bastidores não equivale necessariamente ao resultado final, especialmente quando as articulações permanecem abertas até os últimos momentos.
Thialu, que conta com a preferência política de Sandro Mabel, chega à reta decisiva em posição mais favorável do que aquela observada no início da disputa. Ronilson, por sua vez, enfrenta o desafio de reorganizar sua estratégia diante da nova configuração e avaliar os caminhos possíveis para participar da composição final.
Eleição de sábado pode terminar com chapa única
A eleição da Mesa Diretora, marcada para sábado (10), será o momento decisivo para confirmar a mudança no cenário político da Câmara de Goiânia. Até lá, os grupos devem intensificar as conversas para consolidar compromissos, ampliar alianças e definir os espaços na futura direção do Legislativo.
A possibilidade de chapa única passou a ocupar o centro das negociações, impulsionada pelo avanço da articulação de Thialu e pela aproximação entre os dois principais concorrentes. Caso o entendimento se concretize, a eleição poderá representar não apenas a definição do próximo presidente, mas também um acordo mais amplo entre os vereadores sobre a condução política e administrativa da Casa.
O desfecho ainda depende das conversas finais e da confirmação dos votos. O que já se desenha, porém, é uma alteração importante na correlação de forças: Thialu ganhou terreno, Ronilson precisou recalcular a rota e a disputa pela presidência da Câmara de Goiânia se aproxima de uma decisão que poderá sair de um acordo político, e não necessariamente de um confronto entre chapas.

