O governo taiwanês recusou a oferta de ajuda feita pelo governo chinês, após o terremoto que atingiu a ilha na última quarta-feira (3), deixando pelo menos dez mortos e 1.067 feridos, informaram as autoridades. Via agência estatal Xinhua, o Escritório de Assuntos de Taiwan, órgão de Pequim voltado às relações com a ilha, havia expressado “sinceras condolências aos compatriotas afetados pela catástrofe” e o “desejo de prestar ajuda”.
Via agência estatal CNA, o Conselho de Assuntos Continentais, órgão de Taipé para as relações com Pequim, respondeu: “Nós agradecemos muito a preocupação, mas não há necessidade de o lado continental nos ajudar no socorro”.
Posteriormente, citando diplomata chinês que teria agradecido à comunidade internacional pela preocupação com “Taiwan da China”, o ministério taiwanês do exterior divulgou, via Reuters, que “condena o uso desavergonhado do terremoto pela China para conduzir operações cognitivas”, de suposta guerra psicológica.
Após o terremoto, ele esteve em Hualien, a cidade mais atingida, na costa leste da ilha, acompanhando as ações de assistência. Hualien vota historicamente no principal partido de oposição, Kuomintang, e a resposta do governo do PDP ao terremoto é vista como um teste para Lai.
Todas as pessoas presas em prédios na cidade de Hualien foram resgatadas, mas muitos moradores, com medo pelos mais de 300 tremores secundários, passaram a noite ao ar livre.
