Quase dez meses após o depósito de uma emenda parlamentar de bancada no valor de R$ 2 milhões, a Prefeitura de Porangatu, no norte de Goiás, ainda não aplicou os recursos destinados à ampliação da telesaúde no município. O valor foi pago pela União em junho de 2024, diretamente ao Fundo Municipal de Saúde, em parcela única.
A verba tem como finalidade a estruturação de serviços de saúde digital, permitindo o atendimento remoto pelo celular do cidadão, através de um aplicativo moderno e integrado à todas as plataformas digitais do SUS, trazendo informação em tempo real para a população, na palma da mão. A telesaúde é considerada um avanço estratégico para melhorar o acesso aos serviços do SUS, reduzir filas, dar transparência na gestão dos recursos, evitar desperdícios e deslocamentos desnecessários e otimizar o trabalho das equipes médicas.
Apesar da importância do investimento, não há informações públicas sobre a execução do recurso. Também não foi divulgada qualquer previsão oficial para a implementação dos serviços que deveriam ter sido iniciados com a verba recebida.
A inércia da gestão municipal levanta dúvidas sobre a condução da política de saúde no município. A prefeita Vanuza Valadares e a secretária de Saúde, Dra. Flávia Azevedo, são as responsáveis por coordenar a aplicação do recurso. Até o momento, nenhuma das duas autoridades apresentou justificativas para o atraso na utilização da emenda.
A reportagem procurou a secretária de Saúde, Dra. Flávia Azevedo, para esclarecimentos. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno.
O portal BalançoGO continua aberto para ouvir a secretaria de Saúde.
