O petróleo fechou em forte alta nesta terça-feira (28) em que a liquidez do mercado voltou a níveis normais um dia após o feriado de Memorial Day nos Estados Unidos e o feriado bancário no Reino Unido deixar ambas as praças fechadas. A expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estenda o prazo dos seus cortes de oferta para o segundo semestre sustentou o apetite pelos contratos futuros hoje.
Tirando o atraso após o feriado nos Estados Unidos, o petróleo WTI, a referência americana, com entrega prevista para julho saltou 2,71%, a US$ 79,83 por barril. Já o Brent, a referência global, para agosto subiu 1,28%, a US$ 83,94 por barril.
Norbert Rucker, analista do Julius Baer, avalia que a necessidade da Opep+ de estender várias vezes os seus cortes de oferta é um dos fatores que provam que o petróleo tem estado menos sensível às tensões geopolíticas, nos últimos anos, em particular às questões que envolvem o Oriente Médio. O grupo se reunirá no próximo dia 2 para decidir o futuro da sua política de cotas.
O profissional cita a “ampla” capacidade produtiva ociosa; mais parceiros comerciais em potencial; os investimentos chineses em infraestrutura petrolífera; o grande estoque global da commodity; e o nascimento de mercados de energia alternativa como as principais razões para a resiliência do mercado.
“Acreditamos que o mercado de petróleo é mais resiliente, talvez o mais resiliente há muito tempo do que comumente se percebe. Essa resiliência está se manifestando, em última análise, na atual política petrolífera e na necessidade da Opep+ manter os cortes no fornecimento por muito mais tempo do que o inicialmente esperado. Vemos os preços caindo novamente abaixo de US$ 80 por barril, já que os suprimentos continuam amplos, o sentimento continua a esfriar e os custos de produção estão sob controle”, prevê Rucker, em nota.
