A pandemia reverteu uma tendência mundial de duas décadas de diminuição da desigualdade, e as diferenças dos níveis de escolaridade, saúde e riqueza voltaram aos níveis de 2015, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. O relatório diz que o aumento da desigualdade tem razão econômica.
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Segundo a ONU, a falta de espaço fiscal para que países emergentes pudessem se endividar para conseguir cobrir os custos da pandemia fez com que a população local recebesse menos apoio do governo – e consequentemente sofresse mais os impactos da pandemia e dos lockdowns.
A diferença de pontuação em países com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano, como Nigéria e Paquistão, subiu 17% entre 2021 e 2023, na comparação com países de desempenho médio, como Quênia e Índia.
Em relação à recuperação dos índices registrados em 2019, todos os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) atingiram ou até superaram os resultados pré-pandemia, enquanto 18 dos 46 países com piores posições no ranking continuam a ter desempenho abaixo do registrado antes da pandemia.
