A Kimberly-Clark reportou lucro líquido de US$ 647 milhões no primeiro trimestre deste ano, ou US 1,91 por ação, alta de 14% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita caiu 1% em base anual, para US$ 5,14 bilhões.
O consenso da FactSet previa lucro por ação de US$ 1,63 e receita de US$ 5,08 bilhões. Há pouco, as ações da Kimberly-Clarke operavam em alta de 4,65% nas negociações de pré-mercado na Bolsa de Nova York, cotadas a US$ 134,93.
Segundo a companhia, a queda da receita reflete impactos negativos da conversão de moeda estrangeira e desinvestimentos do negócio de papéis de higiene (tissue) e em K-C Professional, divisão para produtos para ambientes de trabalho, no Brasil em junho de 2023.
As vendas orgânicas, retirando efeitos cambiais, cresceram 6% no ano, impulsionadas por um aumento de 4% no preço, alta de 1% no volume e mix de produtos favorável.
A empresa diz que ganhos liderados pelos preços refletiram as medidas de preços necessárias para fazer face aos custos locais mais elevados nas economias hiperinflacionárias, principalmente na Argentina.
O volume e o mix foram positivos na América do Norte, onde as vendas orgânicas aumentaram 3% em relação ao ano passado, impulsionadas pelo crescimento de 2% na divisão de cuidados pessoais e crescimento de 6% em “tissue”, parcialmente compensado por um declínio de 1% em “K-C Professional.”
“Continuamos nosso impulso forte de produtividade através dos nossos esforços para otimizar a nossa estrutura de margens e estamos fazendo bons progressos focando nossa empresa à medida que avançamos na implementação do nosso novo modelo operacional’, diz o diretor-presidente da Kimberly-Clark, Mike Hsu.
