window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'AW-18379034217');

Israel pede que “mundo livre” condene pedido de prisão contra Netanyahu

Israel pede que “mundo livre” condene pedido de prisão contra Netanyahu

Israel fez um apelo às nações do “mundo livre e civilizado” para que condenem o pedido de prisão feito ao Tribunal Penal Internacional (TPI), pelo procurador Karim Khan, contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ministro da Defesa Yoav Gallant.

Khan, que é o procurador-chefe do TPI, fez o pedido ao tribunal nesta segunda-feira
(20). Além de membros do governo de Israel, o procurador também pediu a prisão
de líderes do grupo terrorista Hamas, entre eles Yahya Sinwar, chefe do grupo
palestino em Gaza, e Ismail Haniyeh, chefe do escritório político do Hamas, que
vive neste momento no Catar.

Nesta terça-feira, o governo israelense, por meio do porta-voz Tal Heinrich, defendeu suas ações militares em Gaza, alegando que o país está operando contra terroristas do Hamas “que estão sedentos por sangue”.

“Apelamos às nações do mundo civilizado e livre, nações que desprezam
terroristas e qualquer pessoa que os apoie, para apoiarem Israel. Vocês devem
condenar abertamente esta medida [o pedido de prisão]”, disse Heinrich.

“Certifiquem-se de que o TPI entenda de que lado vocês estão. Oponham-se à decisão do promotor e declarem que, mesmo se mandados forem emitidos, vocês não têm a intenção de cumpri-los. Porque isso não é sobre nossos líderes. É sobre nossa sobrevivência”, enfatizou o porta-voz.

Em seu pedido ao TPI, Khan afirmou que, embora Israel tenha o direito de se
defender do Hamas, “isso não isenta o país de cumprir com a lei humanitária
internacional”. Ele acusou Israel de causar “intencionalmente morte, fome,
grande sofrimento e lesões graves ao corpo ou à saúde da população civil” de
Gaza.

Na segunda-feira, dia em que Khan enviou seus pedidos, a França, um dos
países do Ocidente, decidiu enviar uma mensagem de apoio ao tribunal.

“A França apoia o Tribunal Penal Internacional, sua independência e a luta contra a impunidade em todas as situações”, disse um comunicado do ministério das Relações Exteriores do país europeu liderado por Emmanuel Macron.

O comunicado vai contra a posição de outros países ocidentais, como os EUA e a Alemanha, que já criticaram a “falsa equivalência” no pedido de Khan.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br