Os militares dos Estados Unidos terminaram, nessa quinta-feira ( 6), a instalação do cais flutuante na Faixa de Gaza. A estrutura deve ajudar no transporte marítimo de ajuda humanitária urgentemente necessária para a população do enclave, afetada pela guerra entre Israel e Hamas.
Com o fim da construção, as autoridades já estão prontas para começar um processo de entrega complicado, mais de dois meses após o presidente dos EUA, Joe Biden, ordenar a instalação de um píer para ajudar a situação de fome extrema no enclave.
Alimentos e outros suprimentos não conseguem chegar por vias terrestres, uma vez que Israel recentemente assumiu o controle e bloqueou as principais passagens do enclave como parte da sua operação na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
“Caminhões transportando assistência humanitária devem começar a desembarcar nos próximos dias. As Nações Unidas receberão a ajuda e coordenarão sua distribuição na Faixa de Gaza”, afirmou o Comando Central Militar dos EUA, completando que o Programa Mundial de Alimentos será o programa da ONU responsável pela ajuda.
O governo americano afirmou que os combates em Gaza não ameaçavam a nova área de distribuição de ajuda costeira, mas deixaram claro que as condições de segurança serão monitoradas de perto e poderiam levar ao fechamento da rota marítima, mesmo que temporariamente.
“A proteção das forças dos EUA participantes é uma prioridade máxima. E, como tal, nas últimas semanas, os Estados Unidos e Israel desenvolveram um plano de segurança integrado para proteger todo o pessoal”, disse Brad Cooper, comandante da marinha americana.
O porta-voz militar israelense, Nadav Shoshani, confirmou que o cais foi instalado e que as unidades de engenharia israelenses nivelaram o terreno ao redor da área e pavimentaram estradas para caminhões.
O primeiro navio de carga com o carregamento humanitário partiu de Chipre na semana passada e deve chegar ao cais flutuante com 475 paletes de alimentos. A embarcação deveria chegar ao enclave assim que o píer e as passarelas fossem instaladas, mas essa operação foi adiada devido ao mau tempo.
Ajuda seguirá em 90 caminhões por dia
Autoridades militares informaram que as entregas começarão lentamente para garantir que o sistema funcione, começando com cerca de 90 caminhões de ajuda por dia pela rota marítima. Esse número aumentará rapidamente para cerca de 150 por dia.
No entanto, agências humanitárias dizem que isso não é suficiente para evitar a fome iminente na Faixa de Gaza e deve ser apenas uma parte de um esforço mais amplo de Israel para abrir corredores terrestres.
