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Eleições 2026: Balanço GO analisa os principais nomes na disputa pela Alego

Eleições 2026: Balanço GO analisa os principais nomes na disputa pela Alego

A Alego pode passar novamente por uma renovação significativa em 2026. Os cenários analisados pelo Balanço GO são compatíveis com uma troca próxima da metade das cadeiras da Assembleia, embora o percentual definitivo dependa principalmente da distribuição das últimas vagas e das sobras eleitorais.

A poucos dias das eleições, a equipe de analistas do Portal Balanço GO analisou o cenário da disputa para deputado estadual em Goiás levando em consideração um dos fatores mais importantes — e muitas vezes ignorado — nas eleições proporcionais: a força da chapa.

Para chegar aos diferentes cenários, a análise considera uma referência de 80 mil votos para o quociente eleitoral. O número definitivo, entretanto, somente será conhecido após a totalização dos votos válidos para deputado estadual.

Projeção considera a votação total de cada chapa e o número de cadeiras que cada partido ou federação pode alcançar; disputa interna promete ser decisiva para definir a próxima composição da Assembleia Legislativa.

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Isso significa que não basta observar individualmente a votação de cada candidato. Primeiro é necessário estimar quantas cadeiras cada partido ou federação poderá conquistar e, depois, observar quais candidatos estarão disputando essas vagas internamente.

Veja o cenário de cada chapa.

MDB — 6 ou 7 cadeiras

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) aparece com a maior votação projetada entre as chapas analisadas.

O desempenho o coloca dentro do cenário utilizado na faixa de seis a sete cadeiras.

Nomes que aparecem no principal grupo da disputa interna, apresentados em ordem alfabética:

  • Adib Elias
  • Amilton Filho (Ana Caroline) 
  • Cairo Salim
  • Charles Bento
  • George Morais
  • Issy Quinan
  • Lineu Olímpio
  • Paulo Cezar Martins

A eventual conquista da sétima cadeira pode ampliar significativamente o grupo efetivamente contemplado pela chapa.

União Brasil/Progressistas — 4 ou 5 cadeiras

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, aparece com projeção otimista, como segunda colocada entre as chapas.

O desempenho o coloca dentro do cenário utilizado na faixa de quatro a cinco cadeiras.

O grupo competitivo inclui:

  • André do Premium
  • Cambão
  • Jamil Calife
  • Lincoln Tejota
  • Talles Barreto
  • Virmondes Cruvinel

Aqui também a última cadeira projetada dependerá da matemática das sobras e do desempenho das demais legendas.

PSDB/Cidadania — 3 ou 4 cadeiras

A chapa do PSDB/Cidadania aparece em terceiro lugar, correspondente a aproximadamente 3 ou 4 vagas.

O cenário considerado é de três a quatro cadeiras.

Entre os nomes que aparecem no bloco principal da disputa estão:

  • Clécio Alves
  • Gugu Nader
  • Gustavo Sebba
  • Hélio de Sousa
  • José Machado
  • Romário Policarpo

É uma das disputas internas mais equilibradas do cenário analisado.

Solidariedade/PRD — 3 ou 4 cadeiras

A chapa formada por Solidariedade e Partido Renovação Democrática (PRD) aparece logo atrás, tecnicamente empatada com a coligação do PSDB/Cidadania.

Colocando a chapa também no cenário de três a quatro cadeiras.

No grupo competitivo aparecem:

  • Alessandro Moreira
  • Anderson Teodoro
  • Coronel Adailton
  • Galindo
  • Júlio Pina
  • Paulin Vai Nele
  • Wagner Neto

A diferença entre conquistar três ou quatro cadeiras será particularmente importante nessa chapa.

PL — 3 ou 4 cadeiras

O Partido Liberal (PL) aparece com projeção equivalente a aproximadamente 3 cadeiras, mais uma nas sobras.

A análise trabalha com três ou quatro cadeiras.

No principal grupo interno aparecem:

  • Amauri Ribeiro
  • Eduardo Prado
  • Lissauer Vieira
  • Major Araújo

A proximidade entre os principais nomes faz com que a definição do tamanho da bancada tenha impacto direto na disputa interna.

Mobiliza — 3 cadeiras

O Mobilização Nacional (Mobiliza) aparece com projeção equivalente a aproximadamente 3 vagas.

No cenário analisado, a legenda alcançaria três cadeiras.

O grupo que aparece na disputa inclui:

  • Bessa
  • Cabo Sena
  • Daniel Messac
  • Felipe Cortez
  • Lucas Kitão
  • Simeyzon Silveira

O Mobiliza possui uma característica importante: sua votação aparece bastante distribuída entre vários candidatos, fazendo com que a ordem interna permaneça especialmente sensível às urnas.

PT — 3 cadeiras

A chapa do Partido dos Trabalhadores (PT) aparece com projeção  3 vagas no cenário utilizado.

A projeção considerada é de três cadeiras.

No bloco competitivo estão:

  • Antônio Gomide
  • Bia de Lima
  • Fabrício Rosa
  • Mauro Rubem

Nesse cenário, a disputa interna pelas três posições será determinante para definir os representantes da chapa.

Podemos — 2 cadeiras

O Podemos aparece com projeção equivalente a aproximadamente 2 vagas.

O cenário considerado é de duas cadeiras.

Entre os principais nomes da disputa aparecem:

  • Felipe Mabel
  • Henrique César
  • Léo Portilho
  • Rafael Marra
  • Vanilson Bueno

Com duas cadeiras projetadas, a disputa interna ganha peso ainda maior.

PSD — 2 cadeiras

O Partido Social Democrático (PSD) aparece com projeção de aproximadamente 2 vagas.

A projeção utilizada aponta duas cadeiras.

Os nomes que aparecem diretamente nesse bloco são:

  • Paulo do Vale
  • Samuel Almeida

PSB — 2 cadeiras

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) aparece com projeção correspondente a aproximadamente 2 vagas.

O cenário é de duas cadeiras.

O grupo principal reúne:

  • Karlos Cabral
  • Rubens Marques
  • Veter Martins

Republicanos — 1 ou 2 cadeiras

O Republicanos aparece com projeção equivalente a 1 vaga, podendo chegar a 2.

A análise trabalha com cenário de uma ou duas cadeiras.

Os nomes no bloco competitivo são:

  • Álvaro Guimarães
  • Cardoso
  • Vivian Naves

A possibilidade de uma segunda cadeira é justamente o ponto que pode alterar substancialmente o resultado interno desta chapa.

AGIR — 2 cadeiras

O AGIR aparece com projeção equivalente a aproximadamente 2 vagas, 1 vaga, mais uma nas sobras.

No cenário analisado, o partido alcançaria uma ou duas cadeiras.

O principal grupo é formado por:

  • Graciele da Arte Trigo
  • Joscilene do Mangão
  • Rosângela Rezende

Novo — 1 cadeira

O Partido Novo apresenta projeção equivalente a 1 vaga.

Mesmo ficando abaixo de um quociente inteiro na projeção, o cenário analisado considera a possibilidade de uma cadeira por meio da distribuição das vagas remanescentes.

Os dois nomes que aparecem mais próximos dessa disputa são:

  • Leandro Sena
  • Welton Lemos

Democrata — 1 cadeira

O Partido Democrata apresenta projeção equivalente a 1 vaga.

Mesmo ficando abaixo de um quociente inteiro na projeção, o cenário analisado considera a possibilidade de uma cadeira por meio da distribuição das vagas remanescentes.

Os dois nomes que aparecem mais próximos dessa disputa são:

  • Coronel Marreiros
  • Lívio Luciano
  • Sargento Novandir

O tamanho das bancadas no cenário analisado

O desenho projetado pelo Balanço GO fica, portanto, da seguinte maneira:

ChapaVotação projetadaCenário de cadeiras
MDB486 mil6 ou 7
União Brasil/PP336 mil4 ou 5
PSDB260 mil3 ou 4
Solidariedade/PRD257 mil3 ou 4
PL252 mil3 ou 4
Mobiliza202 mil3
PT178 mil3
Podemos148 mil2
PSD106 mil2
PSB101 mil2
Republicanos100 mil1 ou 2
AGIR95 mil2
Novo73 mil1
Democrata70 mil1

Há uma observação matemática importante: não se pode simplesmente somar o limite máximo de cada faixa para chegar às 41 cadeiras, porque as vagas de sobra são interdependentes. Se uma chapa conquista determinada sobra, ela deixa de estar disponível para outra. O fechamento exato das 41 cadeiras depende do resultado conjunto de todas as legendas.

Quem está no grupo competitivo?

A análise revela uma eleição marcada por dois tipos diferentes de disputa.

Em chapas como MDB e União Brasil/PP, o desempenho agregado projetado cria espaço para bancadas maiores. Em outras, como Republicanos, Novo, AGIR, PSB e PSD, uma única cadeira conquistada ou perdida nas sobras pode mudar completamente o resultado.

Já PL, PSDB e Solidariedade/PRD aparecem em uma zona particularmente interessante: as três chapas estão projetadas muito próximas umas das outras — respectivamente com 252 mil, 260 mil e 257 mil votos — e todas trabalham na faixa de três a quatro cadeiras.

O Mobiliza, com 202 mil votos projetados, aparece em outro cenário relevante. A projeção de três cadeiras combinada com uma votação bastante pulverizada entre seus principais candidatos deixa a disputa interna aberta.

A conclusão é que a eleição proporcional para a Alego não será definida apenas por quem obtiver mais votos individualmente. A força da chapa pode ser tão importante quanto a força do próprio candidato.

Por esse motivo, os nomes apresentados pelo Balanço GO devem ser entendidos como integrantes dos grupos competitivos dentro dos cenários de votação projetados para suas respectivas chapas, e não como uma antecipação do resultado das urnas.

A definição dos 41 deputados estaduais de Goiás virá somente depois da votação, quando será possível conhecer o quociente eleitoral efetivo, a votação de cada chapa, a ordem nominal dos candidatos e a distribuição das vagas remanescentes.