Nem épico, nem transcendente — o Moisés que Jonas Neves Rezende quis retratar na dramaturgia que escreveu em torno da figura bíblica é um homem dilacerado, dividido entre duas culturas, “fugitivo de si mesmo”. Não por acaso, antes de ganhar o título definitivo de “Moisés, O Homem”, o pastor, teólogo e sociólogo, falecido em 2017, chegou a cogitar chamar seu texto para teatro musical de “A psicanálise de um Deus”.
