Ditadores parceiros de Teerã lamentaram nesta segunda-feira (20) a morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, num acidente de helicóptero no noroeste do país no fim de semana.
“Aceitem as nossas mais profundas condolências relativamente
à enorme tragédia sofrida pelo povo da República Islâmica do Irã: a queda do
avião que ceifou a vida do presidente Ebrahim Raisi, bem como de outras figuras
proeminentes do governo de seu país”, afirmou o ditador da Rússia, Vladimir
Putin, em mensagem publicada no site do Kremlin.
“Como verdadeiro amigo da Rússia, ele deu uma valiosa
contribuição pessoal para o desenvolvimento de relações de boa vizinhança entre
os nossos países e fez grandes esforços para levá-los ao nível de parceria
estratégica”, acrescentou o ditador russo.
No X, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, se disse “consternado”
com a notícia da morte de Raisi.
“Somos atingidos por uma grande dor por termos que nos
despedir de uma pessoa exemplar, um líder mundial extraordinário como o nosso
irmão Ebrahim é e sempre será, um excelente ser humano, defensor da soberania
do seu povo e amigo incondicional do nosso país”, escreveu o venezuelano.
Desde que havia chegado ao poder, em 2021, Raisi acentuou a repressão
do regime fundamentalista iraniano, a ponto de ter sido apelidado “Carniceiro
de Teerã”.
Em nota, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua esposa
e vice, Rosario Murillo, afirmaram que “Deus Nosso Senhor aliviará essa aflição,
e a força espiritual das autoridades e irmãos iranianos os fará seguir adiante
e continuar lutando as batalhas necessárias pela justiça e pela paz”.
Em comunicado publicado pela agência oficial Xinhua, o
ditador da China, Xi Jinping, afirmou que Raisi “fez esforços positivos para
consolidar e aprofundar a parceria estratégica abrangente China-Irã”.
“A morte trágica de Raisi é uma grande perda para o povo iraniano, e o povo chinês também perdeu um bom amigo”, disse Xi. (Com Agência EFE)
