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Disputa pelo Governo de Goiás começa com arrecadação desigual entre candidatos

Disputa pelo Governo de Goiás começa com arrecadação desigual entre candidatos
Foto: Reprodução

A Redação

Daniel Vilela e Wilder Morais registram recursos de diretórios partidários, enquanto Marconi Perillo declara doações por financiamento coletivo; outros concorrentes ainda não apresentaram contas

A corrida pelo Governo de Goiás já começou a movimentar a prestação de contas eleitoral. Até a manhã desta quarta-feira (26), três candidatos haviam informado à Justiça Eleitoral valores recebidos para a campanha, enquanto os demais concorrentes ainda não tinham apresentado registros de receitas no sistema oficial de divulgação das candidaturas e contas eleitorais.

O maior volume declarado até o momento é do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), que informou ter recebido R$ 25 mil em recursos do fundo partidário, repassados pela direção estadual do MDB.

De acordo com os dados disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral, os recursos foram transferidos por meio de Pix. Um repasse de R$ 20 mil foi realizado em 17 de agosto e outro, de R$ 5 mil, no dia 24.

Na sequência aparece o senador Wilder Morais (PL), candidato ao governo pelo Partido Liberal, com R$ 50 mil declarados em recursos provenientes da direção estadual da legenda. O montante foi dividido em três transferências eletrônicas: duas de R$ 10 mil realizadas na segunda-feira (24) e uma de R$ 30 mil na terça-feira (25).

Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) declarou, até o momento, R$ 90,38 em receitas. Diferentemente de Daniel e Wilder, o tucano informou que os recursos foram obtidos por meio de financiamento coletivo.

Os números representam apenas o que foi oficialmente informado pelos candidatos até o momento e podem ser atualizados à medida que novas receitas e despesas sejam lançadas no sistema eleitoral.

Outros candidatos ainda não apresentaram receitas

O cenário de prestação de contas ainda é parcial. O candidato do PT ao governo de Goiás, Luis Cesar Bueno, não havia registrado receitas no sistema até a manhã desta quarta-feira.

A mesma situação era observada em relação a Luciana Amorim, candidata pela UP, e Danilo Pinheiro, do PCO. Os dois ainda não haviam informado valores de arrecadação à Justiça Eleitoral.

A ausência de registros neste momento não significa necessariamente que os candidatos não tenham recebido recursos, mas que os valores ainda não haviam sido declarados no sistema consultado.

Despesas também começam a aparecer

Na prestação de contas das despesas, apenas Daniel Vilela e Marconi Perillo apresentavam registros até o momento.

O candidato do MDB declarou R$ 20 mil em despesas pagos à Dlocal Brasil, empresa que atua como intermediadora de pagamentos relacionados a impulsionamento de conteúdo em redes sociais.

Marconi, por sua vez, informou uma despesa de R$ 2,18 referente à taxa cobrada pela plataforma de financiamento coletivo QueroApoiar.com.br.

A diferença entre os valores arrecadados e os gastos registrados reflete o estágio inicial da campanha. Conforme o processo eleitoral avançar, novas movimentações financeiras deverão ser incluídas nas prestações de contas dos candidatos.

Prestação de contas permite acompanhamento do eleitor

Os dados financeiros são divulgados pela Justiça Eleitoral como parte dos mecanismos de transparência do processo eleitoral. A prestação permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos e a destinação dos valores empregados durante a campanha.

Como os registros ainda estão em fase inicial, o quadro de arrecadação pode mudar nos próximos dias, especialmente com a entrada de recursos dos partidos, doações e outras modalidades de financiamento permitidas pela legislação eleitoral.

Por enquanto, Daniel Vilela, Wilder Morais e Marconi Perillo são os únicos candidatos ao Governo de Goiás com receitas declaradas no sistema, enquanto Luis Cesar Bueno, Luciana Amorim e Danilo Pinheiro ainda não haviam apresentado informações financeiras.