O Banco da Amazônia tem se destacado como um catalisador fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura na Região Norte do Brasil. Com um investimento que ultrapassa os R$ 10 bilhões nos últimos cinco anos, o banco dá suporte a projetos que visam impulsionar a base econômica e logística, a produção, transmissão e distribuição de energia limpa, saneamento e o crescimento dos serviços essenciais para fomentar a economia regional.
Segundo Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia, a instituição tem se dedicado a financiar projetos de infraestrutura inovadores e sustentáveis em diversos setores com o uso de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), fonte de financiamento destinada a promover o desenvolvimento econômico e social da região. “Os resultados têm um impacto positivo na economia local, gerando empregos, aumentando a renda das famílias e promovendo o desenvolvimento sustentável a longo prazo”, afirma.
Especificamente por meio das linhas de crédito Amazônia Infraestrutura e Amazônia Infraestrutura Verde, o banco não apenas estimula o desenvolvimento regional, mas também possibilita, com sua vertente verde, o financiamento de todos os bens necessários à viabilização de projetos sustentáveis. Isso demonstra o compromisso da instituição com a preservação dos ecossistemas locais e a promoção da melhoria da qualidade de vida das comunidades.
O programa tem como foco pilares importantes da infraestrutura regional com apoio a diversos setores, como transporte e logística, geração, distribuição e transmissão de energia, crescimento de serviços de infraestrutura econômica, saneamento, tratamento de resíduos, entre outros. Tais investimentos têm como público-alvo empresas de todos os portes, com exceção dos microempreendedores individuais (MEI), que buscam expandir ou estabelecer operações na região amazônica. Vale ressaltar que o público MEI é atendido pelo programa de microcrédito, que é o maior da região.
São elegíveis projetos nos setores de infraestrutura para água e esgoto; geração de energia elétrica de fontes renováveis; usinas de compostagem ou aterros sanitários sustentáveis; armazenamento de energia oriunda de fonte renovável; portos e aeroportos sustentáveis; e outras obras estruturantes ecológicas, enumera Luiz Lourenço, gerente executivo de Pessoa Jurídica do Banco da Amazônia. “Considerando os últimos cinco anos, já foram aplicados mais de R$ 10 bilhões em projetos nos setores de energia, transportes e logística, saneamento básico, tratamento de resíduos, entre outros”, afirma o executivo.
Como resultados tangíveis alcançados pela medida, é possível citar a redução de custos de transporte na região por meio de investimentos em estradas, portos e aeroportos, além da diversificação da matriz energética com a instalação de gasodutos para transporte e distribuição de gás, tornando a região menos dependente de fontes não renováveis e mais sustentável a longo prazo. “Esses investimentos também facilitam o acesso a serviços essenciais, como eletrificação e saneamento básico, que são fundamentais para o funcionamento eficaz da infraestrutura logística e para melhorar a qualidade de vida das comunidades locais”, destaca Lessa.
A VINCI Airports, concessionária que controla sete aeroportos na Região Norte, foi uma das contempladas pelo programa do Banco da Amazônia por meio de um financiamento de R$ 750 milhões. O projeto da empresa visa fortalecer a infraestrutura aeroportuária na região, proporcionando melhorias que beneficiam a população amazônica de vários estados, ao mesmo tempo que incorpora práticas sustentáveis em sua essência. Juntos, os terminais de Boa Vista, Cruzeiro do Sul, Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Tabatinga e Tefé movimentam mais de quatro milhões de passageiros anualmente.
O projeto, segundo Damien Stéphan, diretor financeiro da empresa, é uma demonstração do compromisso com a responsabilidade socioambiental. Ele destaca que o grupo tem como meta reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2030 e a zero até 2050, com perspectivas reais de antecipação dessas realizações. “Além disso, há outras metas, como zero aterro e pesticida, políticas em termos de biodiversidade e diminuição do consumo de água”, explica. “A ambição global da VINCI Airports são aeroportos verdes para um crescimento sustentável, mas, com certeza, na Amazônia, vamos fazer ainda mais, considerando essa particularidade da região, que é uma marca de sustentabilidade”, afirma.
Taxa de juro diferenciada
Uma característica distintiva do programa de financiamento é a Taxa de Juros dos Fundos Constitucionais (TFC), que é diferenciada por setor, porte e finalidade do projeto. Com prazos flexíveis de até 34 anos, incluindo um período de carência de até oito anos, o Banco da Amazônia oferece condições favoráveis para que as empresas possam planejar e implementar seus empreendimentos de forma sustentável. “Não há melhor linha de crédito para a Região Norte do que as linhas do FNO”, destaca Luiz Lourenço.
O Banco da Amazônia desempenha um papel fundamental na promoção de políticas públicas na região, alinhado com o compromisso do governo federal de adotar uma abordagem responsável e sustentável, em sintonia com a preservação da Amazônia e o bem-estar das gerações presentes e futuras.
