Iniciada por volta das 14h, a Assembleia Geral de Credores (AGC) da Oi foi interrompida para que a nova versão do plano de recuperação judicial da operadora seja analisada pelos participantes da reunião, realizada num hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A nova versão do plano, elaborada a partir de um acordo fechado com os credores em 10 de abril, foi protocolada na Justiça ao meio-dia desta quinta-feira (18).
A AGC foi interrompida pouco depois das 14h30 para que os credores possam se familiarizar com as mudanças inseridas no plano. A previsão é de que os trabalhos sejam retomados às 16h30.
Conforme explicou o diretor jurídico da Oi, Thalles Eduardo Silva Gracelacio da Paixão, na abertura da AGC, as classes de credores 1 (trabalhistas) e 4 (microempresa ou empresa de pequeno porte) não serão afetadas pelas alterações contidas no novo plano. Para esses credores, continuam em vigor as condições de pagamento aprovadas na primeira recuperação judicial da operadora.
A Oi não possui mais credores de classe 2 (com garantia real). “Estamos concentrados na classe 3 [quirografários, sem garantia real]”, disse o executivo da Oi.
O montante total do novo financiamento para a companhia previsto no plano é de até US$ 655 milhões, ligeiramente superior ao esperado na versão anterior do plano (US$ 650 milhões). As condições do financiamento não foram alteradas de forma substancial, esclareceu o diretor jurídico.
O plano prevê ainda uma antecipação de recursos (empréstimo-ponte) no valor de R$ 135,8 milhões por meio de um incremento no valor do financiamento do tipo DIP (debtor-in-possession) já contratado pela companhia junto a credores. O valor anterior desse empréstimo-ponte era de US$ 125 milhões. Os recursos se destinam a atender as necessidades de financiamento de curto prazo da Oi.
O pacote de garantias oferecido pela operadora a seus credores inclui 100% das ações da empresa de redes neutras V.tal detidas pela Oi; a totalidade das ações da companhia que reúne a carteira de clientes de banda larga via fibra da Oi; os recursos líquidos da arbitragem com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que trata de supostos prejuízos provocados por desequilíbrio no contrato de concessão de telefonia fixa; e imóveis selecionados, entre outras.
