O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco da Amazônia (Basa), Luiz Lessa, conversaram, nessa segunda-feira (25), sobre a necessidade de aumento de capital da instituição financeira para viabilizar a expansão da carteira de crédito do banco, sem infringir as regras de Basileia.
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Segundo apurou o Valor, o banco está em fase final de estudos sobre as propostas para aumento de capital. São três opções na mesa: aporte do Tesouro Nacional, follow-on e emissão de dívida. Cada uma tem vantagens e desvantagens, que estão sendo analisadas
Na reunião, o ministro apenas tomou ciência do andamento dos estudos, disseram duas fontes ao Valor. A expectativa é que o banco apresente sua proposta definitiva à União em abril, para que a operação de aumento de capital saia ainda neste ano.
Com o aumento de capital, o Basa espera que o índice de Basileia do banco saia de 13% para 15% a 16%, percentual considerado suficiente para a estratégia de alavancar a carteira crédito nos próximos dois anos.
Na semana passada, foi publicado decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizando o aumento do capital social do Banco do Nordeste (BNB), por meio da incorporação de até R$ 1,4 bilhão, transferido pela União, na forma de adiantamento. Novas ações ordinárias nominativas e escriturais, sem valor nominal, serão emitidas. A operação precisa ser aprovada em assembleia geral de acionistas.
O BNB e o Basa são os dois bancos públicos que pleiteiam aumento de capital desde meados do ano passado, conforme relevou o Valor.
