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Secretário da Fazenda de Goiânia busca apoio na Alego para prorrogação de calamidade financeira

Secretário da Fazenda de Goiânia busca apoio na Alego para prorrogação de calamidade financeira

Após parecer do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) recomendando a não prorrogação do estado de calamidade financeira em Goiânia, o secretário municipal da Fazenda, Valdivino de Oliveira, prepara-se para apresentar uma explanação técnica na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O convite partiu do presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (UB), e a reunião deve ocorrer ainda nesta semana.

A Prefeitura de Goiânia solicitou a prorrogação do decreto de calamidade financeira por mais 180 dias, alegando um passivo vencido de R$ 3,6 bilhões, incluindo dívidas da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e de outras secretarias municipais. No entanto, o TCM-GO, em parecer emitido em fevereiro, não recomendou o reconhecimento da calamidade nas finanças, argumentando que a situação poderia ser gerida com medidas ordinárias previstas em lei.

Em entrevista, Valdivino afirmou que, independentemente da decisão da Alego, a gestão continuará adotando medidas de austeridade: “Aprovando ou não aprovando a prorrogação, nosso espírito é de calamidade. Vamos continuar cortando gastos e aumentando a receita.”

O TCM-GO estabeleceu condicionantes mínimas para o reconhecimento da calamidade, caso a Alego decida aprovar a prorrogação: fixação de prazo determinado, impossibilidade de descumprimento da ordem cronológica de pagamentos, proibição de contratações sem licitação e controle rigoroso das despesas com pessoal.

A discussão sobre a prorrogação do decreto de calamidade financeira ocorre em meio a um cenário de superávit nas contas municipais. No primeiro quadrimestre de 2025, a Prefeitura de Goiânia registrou um superávit primário de R$ 705,5 milhões, resultado de aumento na arrecadação e redução de despesas.

A apresentação técnica de Valdivino de Oliveira na Alego será crucial para esclarecer as necessidades financeiras do município e buscar o apoio dos deputados estaduais para a prorrogação do decreto. A decisão da Assembleia terá impacto direto na capacidade da Prefeitura de implementar medidas emergenciais para equilibrar as finanças municipais.