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MPGO cobra proposta concreta da Prefeitura de Anápolis para retomar atendimentos nas UTIs da Santa Casa de Misericórdia

MPGO cobra proposta concreta da Prefeitura de Anápolis para retomar atendimentos nas UTIs da Santa Casa de Misericórdia

O Ministério Público de Goiás (MPGO) exigiu da Prefeitura de Anápolis, uma proposta concreta para viabilizar a retomada imediata dos atendimentos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da Santa Casa de Misericórdia. A solicitação foi feita durante uma reunião articulada pela 9ª Promotoria de Justiça, que contou com a presença de representantes do hospital, da Secretaria Municipal de Saúde, da Procuradoria-Geral do Município e da Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro foi conduzido pelo promotor Marcelo de Freitas, que, antes da reunião, participou de uma inspeção na Santa Casa para verificar os impactos diretos da interrupção dos serviços. Desde a última terça-feira (25), o hospital não tem recebido novos pacientes nas UTIs neonatal, pediátrica e adulta, após a suspensão de repasses financeiros pela prefeitura, que ultrapassam R$ 1,9 milhão.

Em entrevista, o Ministério Público afirmou que o município reconheceu os atrasos nos repasses, mas informou que, no momento, não há recursos disponíveis para regularizar os pagamentos. Mesmo assim, o MP solicitou que a Prefeitura de Anápolis apresente uma alternativa viável, que garanta a continuidade dos serviços essenciais e assegure os repasses mensais até o final do convênio, previsto para encerrar em dezembro deste ano. Somente após esse prazo, a administração municipal poderá renegociar a sua participação no acordo.

Durante a inspeção na Santa Casa, foi verificado que a unidade de saúde atualmente opera com 10 leitos de UTI neonatal (sendo sete destinados ao Complexo Regulador de Anápolis e três para o Estado), 10 leitos de UTI pediátrica (também com divisão entre os dois entes federativos) e 16 leitos de UTI adulto (oito para cada esfera). Com a suspensão dos repasses, todos esses atendimentos foram interrompidos para novos pacientes.

O promotor Marcelo de Freitas revelou que a interrupção dos repasses começou em setembro de 2023, quando a prefeitura deixou de transferir os R$ 648 mil mensais previstos no convênio. Nenhum valor foi repassado nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, o que resultou na paralisação da recepção de novos pacientes.

A intenção do Ministério Público, de acordo com Marcelo de Freitas, é evitar a judicialização do caso. No entanto, o MP reforçou que não medirá esforços para garantir que a população de Anápolis não seja penalizada com a falta de serviços de saúde essenciais, como as UTIs, que são fundamentais para o atendimento de pacientes em estado crítico.