Durante a Cúpula de Paz, sediada pela Suíça neste fim de semana, 80 países pediram que a “integridade territorial” da Ucrânia seja a base de qualquer acordo de paz para acabar com a guerra com a Rússia (que não foi convidada).
Cerca de 100 delegações, a maioria países do ocidente, participaram da conferência – e especialistas foram convidados para assistir e ver como os países se alinhariam para fazer o documento final do evento. Índia, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estavam entre os países que não assinaram o documento final, que focou em questões como segurança nuclear, segurança alimentar e a troca de prisioneiros.
O documento final afirma que a Carta das Nações Unidas e o “respeito à integridade territorial e à soberania (…) podem e servirão como base para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia”.
Analistas dizem que a conferência de dois dias provavelmente terá pouco impacto concreto em acabar com a guerra porque o país que lidera e continua o conflito, a Rússia, não foi convidado – por enquanto. Seus aliados chave – a China, que não compareceu, e o Brasil, que esteve presente como observador – concordaram em buscar rotas alternativas para a paz.
A reunião também fez esforços para olhar para a guerra em um momento em que conflitos em Gaza, eleições nacionais e outras preocupações têm chamado a atenção do restante do mundo.

