O Irã anunciou nesta segunda-feira (20) que eleições presidenciais serão realizadas no país em 28 de junho, após a morte do presidente Ebrahim Raisi e comitiva em um acidente de helicóptero no fim de semana.
A televisão estatal divulgou um comunicado que apontou que o
calendário eleitoral foi aprovado em uma reunião com líderes do Poder Judiciário,
do Executivo e do Parlamento.
Embora o Irã tenha eleições, o país está longe de ser uma
democracia: os candidatos a qualquer cargo eletivo no país precisam ser aprovados
pelo Conselho dos Guardiões, um colegiado de 12 membros, dos quais seis são “especialistas
na lei islâmica” selecionados pelo líder supremo do Irã, hoje Ali Khamenei.
Os demais são juristas eleitos pelo Parlamento iraniano entre nomes indicados pelo chefe do Judiciário, que também é nomeado pelo líder supremo. Ou seja, na prática, apenas nomes não vetados por Khamenei podem concorrer.
