Todos os 12 aeroportos do Rio Grande do Sul funcionam com restrições ou estão fechados por causa das fortes chuvas que atingem o Estado há dias, segundo balanço divulgado há pouco pelo Ministério dos Portos e Aeroportos. As quatro eclusas que existem na região estão inoperantes e apenas um dos três portos está com atividade normal.
O levantamento foi concluído às 10h deste domingo (5) e aponta situação de dificuldade na infraestrutura de transportes do Estado.
As fortes tempestades levaram a alagamentos, transbordo de rios e mais de 75 mortos, além de mais de uma centena de pessoas desaparecidas e milhares de desabrigados.
Dos 12 aeroportos, o de Porto Alegre está completamente fechado “em princípio até sexta-feira (10/05)”, informou o Ministério dos Portos e Aeroportos. O local está sem energia elétrica e todos os passageiros foram evacuados.
“A leitura climática sugere que a inversão da direção dos ventos inicie a redução do volume de águas no aeroporto”, diz o ministério em comunicado.
Segundo a pasta, foi instalado um heliponto “emergencial” num edifício para ações de resgate.
Os outros 11 aeroportos, todos regionais, estão em funcionamento, mas com restrições – nenhum está com abastecimento de combustível.
No caso dos portos, apenas o de Porto Alegre está completamente paralisado. A cota do rio atingiu mais de 5,22 metros de altura, de acordo com o ministério, enquanto a do porto é de 3 metros.
O ministério destaca que só será possível medir os danos após o fim do alagamento. “Possivelmente com danos às estruturas e cargas armazenadas, visto que está praticamente submerso”, diz o comunicado.
O porto de Rio Grande está com funcionamento normal, de acordo com o relatório, enquanto o de Pelotas está com restrições a alguns tipos de cargas e “probabilidade de paralisação total das operações” já que a água continua subindo – o rio atingiu altura de 1,98 metro às 10h deste domingo e a cota do porto é de 2 metros.
Já as eclusas (equipamentos que permitem que as embarcações subam e desçam rios em locais onde há desníveis, como barragens) estão todas inoperantes. São quatro no Estado, todas sob monitoramento.
Não há, ainda, informação sobre os danos às hidrovias. Os terminais fluviais de granel do interior, da região metropolitana, Rio Jacui e Polo Petroquímico estão parados e a navegação está “quase totalmente interrompida, devido à falta dos terminais”.
“Impactos materiais nas vias navegáveis geralmente são identificados após o rio baixar o nível”, diz o relatório.
Ainda segundo o ministério, três companhias aéreas (Azul, Latam e Gol) e duas de navegação (Aliança e Log in) se colocaram à disposição para auxiliar no transporte de doações, equipamentos e pessoas.
