A companhia aérea Latam registrou um lucro líquido atribuído aos controladores de US$ 258,2 milhões no primeiro trimestre, alta de 82,1% na comparação com igual período do ano anterior. Segundo a empresa, o resultado representa um recorde para o grupo, com destaque para o fortalecimento da demanda por transporte aéreo.
Já a receita da empresa totalizou US$ 3,3 bilhões, alta de 18,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2023. Apenas considerando o transporte de passageiros, a receita foi de US$ 2,89 bilhões, alta de 21%.
Segundo a empresa, a maior receita reflete, sobretudo, a boa demanda por transporte de passageiros, assim como a resiliência da demanda corporativa e pela recuperação contínua das viagens internacionais.
O grupo ponderou que a receita de carga caiu 2,1% no trimestre, para US$ 369 milhões, diante de um mercado mais brando para o segmento. Mesmo assim, a empresa disse que a receita de carga subiu acima do nível pré-pandemia em 40,2%.
Mais de 20 milhões de passageiros
No trimestre, a empresa transportou 20,235 milhões de passageiros, alta de 19,4% na comparação anual.
A taxa de ocupação das aeronaves subiu 3,4 pontos percentuais no trimestre, para 84,4%. O Ebitda no trimestre foi de US$ 773,6 milhões, alta de 38,8% na comparação anual. A margem Ebitda saltou 3,5 pontos percentuais, para 23,3%.
A companhia aérea revisou suas estimativas para 2024 diante do que a empresa chamou de boa demanda e fortes resultados no primeiro trimestre. Para este ano, a aérea disse esperar, agora, uma receita entre US$ 12,8 bilhões e US$ 13,1 bilhões. A projeção anterior era entre US$ 12,4 bilhões e US$ 12,8 bilhões.
A Latam melhorou também sua previsão para oferta de assentos neste ano. Agora, a previsão é de aumentar sua oferta global (em ASK) entre 14% e 16% na comparação com 2023. Antes, a estimativa era de alta entre 12% e 14%.
Para o mercado interno brasileiro, a estimativa é de uma alta na oferta de assentos entre 8% e 10%, contra uma alta entre 7% e 9% na previsão anterior.
Com a melhor oferta, a empresa espera um Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos de reestruturação ou de arrendamento) entre US$ 2,75 bilhões e US$ 3,05 bilhões em 2024. Antes, a estimativa era entre US$ 2,6 bilhões e US$ 2,9 bilhões. A margem Ebitdar foi elevada nas duas pontas em 0,5 ponto percentual (p.p.), para 21,5% a 23,5%.
Com mais receita entrando, a empresa espera fechar o ano com uma liquidez entre US$ 2,9 bilhões e US$ 3,1 bilhoes, alta de US$ 100 milhões tanto no piso, quanto no teto das estimativas.
A previsão para dívida líquida financeira ao fim do ano foi cortada em US$ 300 milhões, para uma faixa entre US$ 5 bilhões e US$ 5,2 bilhões.
A alavancagem do grupo (medida pela relação entre a dívida líquida financeira e o Ebitdar ajustado) deverá ficar entre 1,6 vez e 1,8 vez — antes era entre 1,8 vez e 2 vezes.
O cenário de melhores resultados chega mesmo com a empresa subindo em US$ 10 sua projeção para o preço do barril do combustível de aviação, que deve fechar o ano na média de US$ 110 o barril.
