Casas Bahia fecha acordo com bancos e preserva R$ 4,3 bi de caixa até 2027 | Casas Bahia

O Grupo Casas Bahia anunciou um acordo de reestruturação com seus principais bancos credores que acelera o Plano de Transformação da empresa (divulgado em agosto do ano passado). O reperfilamento da dívida preserva R$ 4,3 bilhões de caixa nos próximos quatro anos, sendo R$ 1,5 bilhão somente em 2024. Isso porque as negociações incluem carência de 24 meses para pagamento de juros e 30 meses para pagamento de principal. Já o prazo médio de amortização salta de 22 para 72 meses, com redução de 1,5 ponto percentual no custo médio. Nesse novo cenário, a queda nas taxas gera uma economia em juros de aproximadamente R$ 400 milhões no período.

“Estamos muito satisfeitos por termos conseguido antecipar esse reperfilamento da dívida, que só foi possível graças ao avanço bem-sucedido das alavancas operacionais do nosso Plano de Transformação. O acordo reflete a confiança em nosso projeto e no futuro da companhia”, ressalta Renato Franklin, CEO do Grupo. O executivo destaca que o acordo já estava aprovado pelos principais credores financeiros e se encontrava entre as metas prioritárias para o ano, tendo sido concluído antes mesmo do previsto.

O plano de reperfilamento transforma o perfil de dívida da varejista, que terá seu custo reduzido com a renegociação das 6ª, 7ª, 8ª e 9ª séries de debêntures, substituídas por um novo instrumento. O montante negociado tinha custo de CDI + 2,7% e, agora, passa a ter CDI + 1,2% ao ano. Com o novo cronograma de vencimentos, o cenário muda completamente e a empresa deixa de trabalhar com uma previsão de desembolso de caixa de R$ 4,8 bilhões até 2027, e deve arcar com apenas R$ 500 milhões no mesmo prazo. Vale destacar que a reestruturação inclui somente dívidas financeiras sem garantias, como debêntures e CCBs.

Com o alongamento e redução de custo da dívida, o Grupo Casas Bahia ganha mais flexibilidade financeira, e o movimento traz ainda mais confiança e segurança a todos os stakeholders. A empresa ainda reforça que o acordo tem escopo limitado aos credores financeiros sem garantia, não gerando impacto para fornecedores, parceiros, clientes e colaboradores.

Segundo a companhia, as alavancas operacionais do Plano de Transformação avançam fortemente. A consistência na execução do projeto segue em linha com a estratégia de aumentar o reconhecimento, a solidez e a confiança no Grupo e nas suas marcas Casas Bahia e Pontofrio entre investidores e consumidores.

Fonte: valor.globo.com